Febre do leite, Paresia puerperal?

A febre do leite é causada por um distúrbio metabólico de hipocalcemia, onde o mecanismo de regulação dos níveis de cálcio no sangue estão perturbados pelo aumento rápido e acelerado da mobilização desse elemento no início do período de produção de colostro e leite. É uma doença extremamente comum em vacas leiteiras que tem produção em larga escala.

Normalmente a febre do leite aparece a partir da segunda lactação, entre 24 e 48 horas após o parto. O quadro clínico é bastante comum e notável, ocorre primeiro uma excitação do sistema nervoso, então o animal começa a ter tremores de cabeça, contração muscular, exposição da língua, ficam aparentemente tristes, com sinais de apatia, abertura dos membros posteriores, falta de coordenação dos movimentos, e até mesmo pode ocorrer a queda do animal por falta de apoio nas patas.

Segundo alguns autores, nas últimas semanas da prenhez, as vacas apresentam certas dificuldades de manter os níveis de cálcio normais, então, ou ocorre um aumento (hipercalcemia) ou uma queda (hipocalcemia) repentino, é o que ocorre na febre do leite. Seguindo esta linha de pensamento, listamos aqui alguns fatores que favorecem o aparecimento da hipocalcemia:

  1. Raça – Jersey normalmente estão mais sujeitas a doenças por terem uma maior produção de colostro.
  2. Alimentação – Quando ocorre uma superalimentação no período seco, acontece uma perda do apetite no período pós-parto, diminuindo desta forma a quantidade de cálcio circulante disponível.
  3. Idade – As vacas com mais idade, apresentam menor capacidade de reabsorção óssea e absorção intestinal de cálcio, além de terem um apetite deprimido.
  4. Ordenhas de colostro – Exigem das fêmeas 2,5 vezes mais cálcio do que a ordenha do leite comum, ultrapassando a capacidade de absorção do intestino.
  5. Uso de medicamentos – Principalmente o uso de antibióticos como por exemplo (gentamicina, neomicina), por via intravenosa que diminuem a disponibilidade do cálcio no organismo por pelo menos 6 horas.
  6. Presença do potássio – Solos ricos em potássio tendem a levar um acúmulo destas substâncias nos capins, e são completamente transformados no rúmen, tendem assim a diminuir a disponibilidade para a absorção de cálcio.

febre do leite
Com um melhoramento na dieta do animal, balanceando a alimentação nas fases de pré e pós-parto, ocorrerá uma melhora na disponibilidade de cálcio, o que favorece a sua reabsorção óssea, e a absorção intestinal, sendo assim espera-se um aumento da produção, melhoramento reprodutivo. Segundo normas o recomendável é de 150 g de cálcio e 60g de fósforo por vaca ao dia no período final de gestação, porém estas medidas e quantidades devem ser ajustadas por um Médico Veterinário de confiança. O controle da quantidade de cálcio pode ser feita pela urina, uma vez que os níveis de cálcio aumentam o pH sanguíneo.

Como forma de tratamento para as vacas afetadas com a febre do leite, pode-se fazer a administração de CALFOZ, da Calbos, que é indicado para bovinos, suínos e equinos em casos de paralisias, paresias, tetanias hipocalcêmicas, peri-parto, lactação (febre do leite, eclampsia, tetania de viagem, câimbra), hipomagnesemia, adjuvante nos estados alérgicos, urticária, intoxicações, exantema, púrpura hemorrágica, hemoglobinúria, hemorragias, perturbações do metabolismo mineral, e cetonúria. Este medicamento deve ser feito via intravenosa.

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Fonte: Agrolink